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*RS terá que interromper uso de tornozeleiras para monitorar presos

Contrato para locar equipamento expira no final deste mês, e governo não conseguiu concluír licitação a tempo.

Apesar do interesse do governo Tarso Genro no projeto, o uso de tornozeleiras de monitoramento eletrônico por presos do Rio Grande do Sul, com objetivo de reduzir a superlotação em casa prisionais, enfrentará um revés daqui a menos de um mês. No domingo, a Superitendência Estadual dos Serviços Penitenciários (Susepe) revelou que será forçada a recolher, até o final de fevereiro, todos os equipamentos, utilizados atualmente por cerca de 100 presos do regime aberto, pois o contrato de locação dos aparelhos irá expirar.

A tecnologia passou a ser adotada na gestão Yeda Crusius, que planejou alugar os equipamentos até que uma licitação para adquirí-los fosse concluída. De acordo com o superintendente da Susepe, Gelson Treisleben, a expectativa é de que o processo para compra seja fechado até março. “Temporariamente as tornozeleiras terão que deixar de ser usadas, mas acredito que ainda no primeiro trimestre este problema estará resolvido”, projetou Treisleben.

O destino dos detentos controlados pelas tornozeleiras será definido nos próximos dias pela Justiça. “Não vejo riscos de fuga, pois são detentos do regime aberto, que já precisam trabalhar, se prontificam para usar as tornozeleiras, como determina a lei, e por isso a chance de que eles retornem a sociedade sem voltar a cometer crimes, são grandes”, avaliou.

Em outubro de 2010, a Susepe chegou a contabilizar 170 presos monitorados, número que já caiu em mais de 40%. Segundo o órgão, como o contrato para locação está prestes a expirar, não haveria mais porque reutilizar, por um curto espaço de tempo, os equipamentos, anteriormente usados por detentos que ganharam liberdade ou foram encaminhados para prisão domiciliar.

Após o término do processo licitatório, a meta da Susepe é de que, até o final do ano, mais de 800 detentos usem tornozeleiras. A longo prazo, a idéia da Secretaria Estadual de Segurança é de que a tecnologia chegue a 4 mil presos. A legislação determina que apenas apenados do regime aberto podem deixar de frequentar albergues prisionais, mediante a utlização dos aparelhos.

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14/02/2011 Posted by | POSTAGENS | | Deixe um comentário